Em janeiro de 2023, quando uma multidão invadiu e depredou as sedes dos três poderes em Brasília, muitos analistas — dentro e fora do Brasil — temeram o pior. Três anos depois, o balanço é mais nuançado do que qualquer um dos cenários extremos que estavam sendo considerados.

A democracia brasileira sobreviveu. As instituições funcionaram — o STF, o TSE, o Congresso, as Forças Armadas. Os responsáveis pelos ataques estão sendo processados. O governo eleito assumiu e governa. Por esses indicadores, a democracia brasileira demonstrou uma resiliência que não era óbvia em janeiro de 2023.

O que foi reformado

Nos três anos seguintes aos ataques, o Brasil aprovou um conjunto de reformas institucionais que visam fortalecer a democracia. A mais importante foi a reforma da Lei de Segurança Nacional, que criou tipos penais específicos para golpismo e ataques às instituições democráticas.